A EXPANSÃO URBANA SOBRE OS REMANESCENTES FLORESTAIS SITUADOS NO ENTORNO DA AVENIDA LUIS VIANA FILHO, SALVADOR – BAHIA

Ano:
2009
Palavras chave:
floresta urbana; expansão urbana; remanescentes florestais;
Resumo:
Com o acelerado processo de expansão urbana, o conjunto da vegetação natural contido nas grandes cidades vem sofrendo, a cada ano, significativas reduções. Em Salvador, os remanescentes de vegetação natural foram drasticamente reduzidos e em algumas áreas do município a floresta urbana é completamente ausente. Atualmente a maior parte destas se encontra em áreas da cidade protegida pelo poder público. A área de estudo abriga um dos últimos remanescentes florestais de grande porte em propriedade particular no município de Salvador. Inserida entre as regiões Administrativas de Itapuã (RA X) e Pau da Lima (RA XIII) é recortada transversalmente por uma das mais importantes avenidas de Salvador, a Av. Luis Viana Filho. Sofre intensa pressão por ocupação, tanto por parte de movimentos populares, quanto por pelo capital imobiliário. É neste cenário que o presente trabalho objetiva mensurar os impactos da expansão urbana frente aos remanescentes florestais, nos períodos de 1989 – 2002 – 2006. O programa de geoprocessamento ArcView versão 3.3 foi escolhido para o desenvolvimento do trabalho. Fotos aéreas da área de estudo foram digitalizadas e georreferenciadas para posterior composição de um fotomosaico. O programa de geoprocessamento permitiu a delimitação de ilhas de vegetação sobre as fotos digitalizadas. Esta operação foi feita para todos os mosaicos de imagem nos períodos estudados. Para uma melhor classificação dos fragmentos e uma análise mais detalhada do objeto de estudo foi realizada uma subdivisão da área estudada. Assim, foram criadas as sub-áreas Nordeste, Noroeste e Sul. Uma vez encerrada a fotointerpretação, as feições foram classificadas e conferidas nos três períodos estudados. Os dados referentes à área e à classificação das tipologias foram sistematizados em um banco de dados para posterior análise. Por fim, os mapas resultantes da classificação foram elaborados, de forma a auxiliar na análise da evolução urbana nos períodos pré-estabelecidos. O cenário atual da área de estudo é de constante transformação, onde tem ocorrido uma rápida conversão dos remanescentes florestais e áreas úmidas para ambiente construído. Em 17 anos, a área urbanizada contida na poligonal em estudo aumentou em 12,42 % no período compreendido entre os anos de 1989 a 2006, ao passo que as áreas de remanescentes florestais recuaram 11,41 %. Em termos absolutos, no intervalo temporal total (1989 a 2002) foram perdidos 247 hectares de floresta ombrófila densa, dos quais 115 hectares em estágio médio e 132 hectares em estágio inicial. Na totalidade do intervalo temporal avaliado, a tipologia que apresentou maior retração na área estudada foi a floresta Ombrófila em Estágio inicial, com uma taxa de decréscimo de 7,8 hectares ao ano (ha/ano).