Comportamento Mecânico e Hidráulico de um Solo Residual do Granulito-Gnaisse de Salvador e sua Aplicação no Estudo de Mecanismos de Instabilização de Taludes

Ano:
2006
Palavras chave:
frente de umedecimento; sucção; solos não saturados; resistência ao cisalhamento; estabilidade de taludes;
Resumo:
Neste trabalho foi estudado o comportamento mecânico e hidráulico do solo residual do granulito-gnaisse de Salvador e sua aplicação no estudo de mecanismos de instabilização de taludes, a partir de amostras recolhidas numa encosta situada à rua do Corte Grande no Bairro de Ondina, próximo ao local onde está situado o pluviógrafo mais antigo da cidade. Para tanto, realizou-se ensaios de compressão triaxial tradicionais com amostras saturadas e triaxiais com controle de sucção, em corpos de prova indeformados, que foram coletados num perfil típico de solo residual de granulito-gnaisse. A partir da realização destes ensaios fez-se um estudo do comportamento da resistência ao cisalhamento do solo, em condição não saturada, e, com os resultados obtidos pôde-se constatar uma variação aproximadamente linear da coesão do solo com a sucção, o mesmo não ocorrendo para o seu ângulo de atrito, que não apresentou uma tendência clara de variação. Para a análise da estabilidade de seções do solo em função da evolução da frente de umedecimento,foram realizados ensaios de laboratório para determinação das curvas características e de condutividade hidráulica do solo. Todos os parâmetros obtidosforam utilizados em aplicativos de engenharia (Seep/W e Slope/W) para a simulação das condiçoes de estabilidade da encosta após a ocorrência de eventos pluviométricos. As análises de estabilidade de taludes realizadas permitiram traçar curva de Fator de Segurança, FS, para algumas seções da área escolhida, ao longo do tempo, após precipitação. Estas curvas foram utilizadas para analisar a aplicabilidade da proposta de Elbachá (1992) para a área de estudo, chegando-se à conclusão de que mesmo para a condição saturada, o solo apresenta FS superiores a (1,39), caracterizando a área como estável e invalidando a curva de intensidade crítica para este caso específico.