Caracterização Mecânica de Misturas Asfálticas Utilizando Escória de Ferroliga de Manganês como agregado

Ano:
2007
Co-orientador:
Jorge Barbosa Soares
Palavras chave:
Resumo:
Este trabalho aborda a caracterização de misturas asfálticas com utilização de escória de ferroliga de manganês como agregado. A escória de ferroliga de manganês; proveniente da Rio Doce Manganês - RDM; foi caracterizada química e fisicamente através dos ensaios exigidos pela norma DNER - EM 260/94; EM 262/94 e por ensaios adicionais; como Difração de Raio X; Microscopia eletrônica de varredura (MEV) completada pela análise de Energia Dispersiva de Raio X (EDS); ensaios ambientais (lixiviação e solubilização) e expansibilidade; considerados importantes; mesmo na ausência de norma específica para o uso de escória de ferroligas em pavimentação. As misturas asfálticas são do tipo Concreto Betuminoso Usinado a Quente - CBUQ; onde a metodologia Marshall para a dosagem foi usada; com o uso de CAP 50/60 (atual CAP 50/70); escória de ferroliga de manganês; brita e pó de pedra. Foram retirados corpos de prova da Av. Dom João VI; onde a Prefeitura de Salvador utilizou essa mesma escória em seu revestimento asfáltico em mistura tipo CBUQ; complementando assim o presente trabalho. Estas misturas e os corpos de prova extraídos do trecho foram caracterizados mecanicamente por meio dos ensaios de resistência à tração estática por compressão diametral (RT); módulo de resiliência (MR) e vida de fadiga por compressão diametral a tensão controlada. Os resultados técnicos comprovaram que se pode fazer uma mistura asfáltica utilizando escória de ferroliga de manganês tão boa quanto um agregado convencional e os ensaios ambientais mostraram que a escória é classificada como Classe II - não inerte. O uso desse rejeito em misturas asfálticas é um meio alternativo de destinação final adequada desse resíduo e redução do impacto ambiental; já que diminuiria a exploração em pedreiras.