Aplicabilidade de Índices de Conforto Térmico: Um Estudo de Caso em Salvador-BA

Ano:
2007
Palavras chave:
Índices de Conforto Térmico; Conforto térmico; Conforto Ambiental;
Resumo:
Os índices de conforto térmico tentam sintetizar os efeitos das variáveis do conforto térmico, tendo seus limites sido estabelecidos, em sua maioria, para climas temperados. O estabelecimento de limites de conforto para os trópicos contribui para a eficiência energética e o conforto ambiental. O índice PET - Temperatura Fisiológica Equivalente é expresso em escala termométrica conhecida (°C). O PMV - Voto Médio Estimado, adotado pela ISO 7730, traduz a sensibilidade térmica humana em uma escala numérica que varia de -3 a +3, viabilizando sua aplicação em questionários. Ambos os índices foram avaliados na análise do desempenho térmico da Biblioteca Raul Seixas (BRS) do CEFET – BA, considerando: clima quente-úmido, usuários com faixa etária definida, atividade padronizada e vestimentas semelhantes. Questionários foram aplicados paralelamente às medições de variáveis ambientais e os dados foram tratados utilizando-se a análise de regressão não linear probit, gerando parâmetros estatísticos adequados às condições da amostra pesquisada. Concluiu-se que os limites superiores de conforto térmico tanto para o PMV quanto para o PET (°C) estão subestimados, ou seja, os estudantes estão adaptados às condições térmicas mais elevadas. Com base nas análises, o valor de +0,9 foi proposto como limite superior de conforto para o PMV, em substituição +0,5. O limite superior obtido para o PET foi de 26,6 °C, em lugar de 24 °C. A partir desses limites, constatou-se que a BRS apresenta desconforto térmico durante um período menor do que o previsto com os limites originais do PMV e PET (°C). Além disso, os valores encontrados para estes índices estão mais próximos das respectivas faixas de conforto reduzindo as amplitudes em cerca de +1,0 para +0,6 (PMV) e de 5,0°C para 2,0°C (PET). Esta nova avaliação do desempenho térmico adequada à realidade local indica que intervenções na Arquitetura, utilizando mecanismos passivos, melhorariam o ambiente térmico estudado, recorrendo ao uso de mecanismos artificiais de climatização durante um período menor do dia. Os índices de conforto térmico tentam sintetizar os efeitos das variáveis do conforto térmico, tendo seus limites sido estabelecidos, em sua maioria, para climas temperados. O estabelecimento de limites de conforto para os trópicos contribui para a eficiência energética e o conforto ambiental. O índice PET - Temperatura Fisiológica Equivalente é expresso em escala termométrica conhecida (°C). O PMV - Voto Médio Estimado, adotado pela ISO 7730, traduz a sensibilidade térmica humana em uma escala numérica que varia de -3 a +3, viabilizando sua aplicação em questionários. Ambos os índices foram avaliados na análise do desempenho térmico da Biblioteca Raul Seixas (BRS) do CEFET – BA, considerando: clima quente-úmido, usuários com faixa etária definida, atividade padronizada e vestimentas semelhantes. Questionários foram aplicados paralelamente às medições de variáveis ambientais e os dados foram tratados utilizando-se a análise de regressão não linear probit, gerando parâmetros estatísticos adequados às condições da amostra pesquisada. Concluiu-se que os limites superiores de conforto térmico tanto para o PMV quanto para o PET (°C) estão subestimados, ou seja, os estudantes estão adaptados às condições térmicas mais elevadas. Com base nas análises, o valor de +0,9 foi proposto como limite superior de conforto para o PMV, em substituição +0,5. O limite superior obtido para o PET foi de 26,6 °C, em lugar de 24 °C. A partir desses limites, constatou-se que a BRS apresenta desconforto térmico durante um período menor do que o previsto com os limites originais do PMV e PET (°C). Além disso, os valores encontrados para estes índices estão mais próximos das respectivas faixas de conforto reduzindo as amplitudes em cerca de +1,0 para +0,6 (PMV) e de 5,0°C para 2,0°C (PET). Esta nova avaliação do desempenho térmico adequada à realidade local indica que intervenções na Arquitetura, utilizando mecanismos passivos, melhorariam o ambiente térmico estudado, recorrendo ao uso de mecanismos artificiais de climatização durante um período menor do dia.