Apresentação de Projeto de Pesquisa: A (DES)CONECTIVIDADE DAS ESTAÇÕES DE TRANSPORTE

Local:
DETG

Data :
12/17/2019 - 15:00

Resumo:

Nas cidades, o crescimento urbano ligado a uma ocupação do solo espraiada demanda que a população realize deslocamentos cada vez mais longínquos para cumprir com suas tarefas diárias. Uma forma de encurtar o tempo desprendido nesses deslocamentos é prover as cidades com sistemas de transportes de qualidade que forneçam aos cidadãos condições de se deslocarem de forma econômica, ambiental e socialmente equitativa, conforme é proposto pela mobilidade urbana sustentável.

A Mobilidade Urbana Sustentável – MUS pode ser definida como um conjunto de políticas de transporte e circulação que visam proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através da priorização dos modos não-motorizados e coletivos de transporte, de forma efetiva, que não gere segregações espaciais, socialmente inclusiva e ecologicamente sustentável. (BRASIL, 2004)

Os modos de transporte priorizados por essa definição de MUS também fazem parte das premissas do Transporte Orientado ao Desenvolvimento – TOD. O TOD pode ser entendido como uma estratégia do planejamento urbano interligado ao planejamento de transportes, que busca alternativas de valorizar a acessibilidade, criar padrões de densidades e do uso do solo com o objetivo de privilegiar o transporte público e o não motorizado. (VILLADA, et al., 2017).

Tanto a mobilidade urbana sustentável quanto o TOD buscam prover os responsáveis pelo planejamento das cidades com instrumentos que incentivam a promoção de um sistema de transporte equitativo, através da priorização do transporte coletivo e o transporte não motorizado. É importante ressaltar que esses dois modos são comumente associados a uma parcela da população que tem renda baixa. Sendo que a renda é um dos fatores que influenciam na escolha do trajeto e do modo de transporte.

Para que a população usufrua, de modo pleno, do sistema de transportes, é importante que ele esteja conectado a cidade, não basta apenas existir um sistema ele tem que cumprir com o papel que se propõe a desempenhar, o de conectar as pessoas aos lugares.

A conectividade da rede de cada um dos modos de transporte coletivo é realizada através dos pontos e terminais para o transporte coletivo sobre rodas e das estações para o transporte sobre trilho. Muitas vezes esses terminais e estações se transformam em Polos Geradores de Viagem - PGV devido a sua localização no espaço urbano, e as facilidades oferecidas.

Quando tratamos desses dois tipos, sobre rodas e sobre trilhos, há uma facilidade maior em modificar a localização dos pontos de ônibus do que o das estações devido a infraestrutura envolvida no processo. Compreendendo, assim, que as estações metroferroviárias tem que ter sua localização escolhida com um pouco mais de embasamento do que os pontos de ônibus, pois após a construção de todo o sistema, a realocação das estações é uma tarefa muito improvável.

Entendendo que a escolha dessa localização afeta todo o sistema, se faz necessário o entendimento de como é realizada essa escolha e em quais fatores ela está pautada, entender como esses fatores influenciem na demanda proveniente do transporte não-motorizado e o inter-relacionamento desses fatores. E procurar descobrir, o porque de, mesmo com estudos e embasamentos teóricos, essas estações não estarem atraindo a demanda que foi planejada para a mesma.