Estudo da Durabilidade do Cimento de Fosfato de Magnésio Contendo Pó de Retífica

Ano:
2007
Palavras chave:
Resumo:

A crescente atividade industrial mundial e a ausência de programas eficazes de gestão de resíduos fazem com que cada vez mais resíduos sejam gerados sem que haja uma correta utilização ou disposição destes, proporcionando um passivo ambiental que compromete a qualidade de vida das futuras gerações. Uma boa parte destes resíduos é perigosa e contém elementos que podem prejudicar a saúde humana, bem como contaminar o solo e lençóis freáticos. Apesar dos os resultados preliminares mostrarem a viabilidade técnica do uso do cimento de fosfato de magnésio tanto como material de construção quanto no tratamento de resíduos sólidos, é de fundamental importância a análise da durabilidade destes materiais. Tendo um método (ou material) competitivo, podemos amenizar a dificuldade em se introduzir novas tecnologias, principalmente no setor construtivo. Quando se trata de um material que contém adições de resíduos perigosos em sua composição, este problema é aumentado devido às várias experiências sem sucesso que estão associadas ao uso de resíduos. Isso se deve, principalmente, ao uso empírico destes materiais, sem nenhum controle ou estudo prévio de seu desempenho e durabilidade. No presente estudo, as amostras das composições de cimentos de fosfato de magnésio (pasta e argamassas) contendo pó de retífica foram analisadas após serem submetidas ao ensaio de envelhecimento acelerado, que foi realizado utilizando-se o equipamento Atlas Weather-Ometer, operando com lâmpada de xenônio, por um período de 1.200 horas (50 dias), o que equivale a 1 ano de envelhecimento natural. A seguir, as amostras foram avaliadas quanto à resistência mecânica e ensaios ambientais e tiveram os resultados comparados aos das amostras aos 28 dias e que não foram envelhecidas.